terça-feira, 1 de maio de 2007

CLUBISMO ou FANATISMO?

Clubismo, fanatismo ou o desporto levado ao extremo?
Todos nós temos o nosso clube, aquele com o qual nos identificamos mais.
Acho bem que todos sejam defensores do seu, mas não percebo e não posso aceitar que o clubismo seja levado ao extremo.
E o pior, é que não raras vezes, o exemplo vem de onde menos se espera. Dirigentes de clubes, de federeções, e mais grave, a própria comunicação social. Comunicação social que devia ter um papel completamente isento na forma de fazer jornalismo.
Prefere vender o seu produto, em detrimento de uma maneira mais correcta e precisa de informar, sem grandes alarmismos, quase sempre injustificados.
Duas ideias para isso mudar:
mulheres a arbitrar jogos
marcas em vez de clubes
Vi uma vez um jogo de hoquéi em patins, F.C.Porto - Réus, arbitrado por uma senhora.
Que grande lição de civismo de todos os intervenientes, jogadores, dirigentes e público.
Ninguém contestou nada, ninguém na bancada soltou impropérios. Porque é que não é assim quando são homens a arbitrar? Era tão fácil.
A segunda ideia, sei que é praticamente inviável, mas funciona muito bem.
Marcas em vez de clubes. Isso mesmo, como num desporto que conheço muito por dentro: o ciclismo. O ciclismo é a melhor e mais barata maneira de fazer publicidade. Causa-me estranhesa e até pena, como é que esses especialistas em Marketing não conseguem ver isso.
No ciclismo não há penalties mal marcados, nem foras de jogo mal assinalados...nem fruta!
E nem por isso perde adeptos, antes pelo contrário. As pessoas vão ver um desporto que é completamente grátis, quando e onde quiserem, sem estarem para ouvir impropérios de quem quer que seja.
Mas o clubismo aí está cada vez mais enraizado nas pessoas, impossível de controlar.
Até aparecerem as senhoras juizes...

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